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30 de out. de 2010

Visionários são realmente incompreendidos

- Senhor, vou precisar de alguns dados para seu cadastro.

- Nome?

- José Silva.

- Endereço?

[…]

- Sua profissão?

Estufa o peito e fala: Empresário.

- E-mail?

Estufa ainda mais o peito, empina o nariz e fala: Tenho isso não.

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- Comofas? O cara não tem orkut.

- Só pra postar.

28 de jul. de 2010

Domingo: O dia sem esperanças

Domingo

 

Está escrito nas estrelas, nas cartas de tarô e inclusive na bíblia: Domingo é o dia da preguiça. Acordar mais tarde, comer fora, fazer nada, essas coisas de Domingo. E com isso vem uma lerdeza gigante e um tédio de maior proporção.

Só de falar desse dia tão morno desanimo. Tentam achar o culpado, alguns dizem que a culpa é da programação da Televisão, que fica ainda pior neste dia. Pessoalmente, eu prefiro pensar que é culpa da segunda-feira, só de estar perto causa depressão em qualquer um. Porem foi num domingo que aconteceu a coisa mais bizarra que já presenciei.

Estava em meu apartamento, navegando na internet, procurando algo para me distrair. Quando, quase 22h, a campainha tocou.

Era uma mulher. Cabelos escuros. Olhos claros, capazes de matar com uma piscada. Linda que só. Um corpo que tem o poder de fazer até os mais exigentes se apaixonarem a primeira vista. Curvas perfeitas, poderia se dizer. Nunca tinha visto na vida, se tivesse, lembraria. Jamais vi outra mais bonita. Indescritível, pois é quase inimaginável tão perfeição.

Para falar a verdade, um sonho. Literalmente.

E sua voz? Suave, até no berro que se seguiu:

-JO SOY PARAGUAIA, E VIM PARA MATAR-TE!

-Para o que?! - Perguntei, não querendo acreditar naquilo que ouvi.

-PARAGUAIA! - Respondeu, sem dó nem piedade.

- Desisto.bandeira-Paraguai

Não muito educadamente fechei a porta, pensei sobre o ocorrido e fui dormir incrédulo.

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- Tive que fazer um texto com essa piada lendária, que o @murilocorreia_ me contou há séculos.

21 de abr. de 2010

Cozinhar é um esporte radical

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Não sou do tipo que acredita em pré-destinação nem nada. Mas pra mim, é inegável que algumas pessoas nascem com uma habilidade natural para fazer certas coisas. O Pelé nasceu pra jogar futebol, o Tiger Woods nasceu pra jogar golfe, o Di (do Nx Zero) nasceu pra… levar limãozada na cara. Na contramão, tem as pessoas que NÃO nasceram pra executar determinadas tarefas. O Neto não nasceu pra ser comentarista de futebol, o Richarlysson não nasceu pra ser jogador de futebol.

E eu não nasci pra fazer serviços domésticos cozinhar. Não passo nem perto de ser machista, não sigo o tipo que acha que é exclusivamente serviço feminino. Mas definitivamente não é pra mim, devo ter algum bloqueio. Simplesmente não consigo fazer nada direito que não seja frito, até meu suco fica ruim. Some a isso uma descoordenação congênita, e uma elevada incapacidade para se concentrar, que você tem um problema. Para ser mais específico, acidentes.

Pois é, acidentes culinários sempre foram uma constante na minha vida. São incontáveis. Derramar água fervendo no pé, virar a panela de feijão em cima do fogão, derrubar óleo fervendo no pé e no fogão (o que forçou incentivou minha mãe a comprar um fogão novo, já que esse não parava de brotar óleo). Cortar o dedo (ou furar a palma da mão) então, nem se fala. Isso porque eu apenas frito as coisas.

Entretanto, por mais numerosas que fossem essas desventuras na cozinha, não envolviam fogo. Atente para o tempo do verbo, caro leitor.

O primeiro caso envolvendo pirotecnia aconteceu enquanto fritava ovo. Não sabe como que alguém fritando ovo consegue botar fogo em algo? Nem eu. Só sei que simplesmente subiu uma labareda de 1 metro e alguns centímetros, sem nenhum exagero, e a frigideira pegou fogo. Desliguei o fornecimento de gás para o fogão (vulgo apagar o fogo), e meu mini-incendio particular cessou.

No segundo caso, estava novamente fritando, mas dessa vez era nugget. A façanha, dessa vez, aconteceu num momento de desatenção. Meu braço esbarrou em um pano de prato, que caiu no fogo. Além do pano de prato, o fogo começou a atingir uma espécie de…… papel, que minha mãe coloca pra não sujar o fogão. Enfiei minha mão na bagunça, joguei o pano no chão, e bati com a vassoura. Parecia um operário quebrando pedra. No final das contas minha casa ficou cheia de fumaça, e a panela toda chamuscada.

Percebeu um certo processo evolutivo aí? Eu também. E isso me assusta.

Acho que vou comprar um extintor. Dias negros me aguardam.

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PS. 1 - Meu primeiro post voluntário, sem o Will ninguem buzinando, me cobrando. Espero continuar assim.

PS. 2 – É também o primeiro post que não é sobre futebol. Saíram algumas analogias, mas não dá pra controlar. É mais forte do que eu.

PS. 3 – Demorei mais pra fazer a imagem do que pra fazer o post, eu acho. E ainda tive que pedir ajuda. Habilidade zero com PS.

PS. 4 – Ficou uma bosta.

PS. 5- [insira xingamentos aqui] quem inventou essa história de imagem no post.

7 de abr. de 2010

Um outro Luis

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Trabalhador desde quando saiu da barriga da mãe. Nasceu já com uma enxada na mão. Quando pequeno, demonstrava uma habilidade peculiar de cuidar da terra, mas sua sorte não estava ali. Levaram-no para buscá-la em outras terras. No concreto, para ser mais exato.

Mais um filho do nordeste numa cidade grande.

Mesmo fora de seu campo de especialidade, Luis adaptou-se facilmente sua profissão à moda da cidade grande. Trabalho honesto e pesado. Mas que rende o suficiente para alguns privilégios, como uma carne no almoço ou um cinema com a família, em um ou outro final de semana.

Eram anos 70, chegando a oitenta, era inevitável o contato com a política. E não deu outra. Foi militante. Fez parte da derrubada da ditadura, e viu uma nova, prometida, era chegar.

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Os resultados dos embates ideológicos, às vezes militares, são vistos, principalmente hoje, neste domingo. Pois não é um domingo qualquer.

É dia de eleições presidenciais.

Luis considera escolher um candidato um dever importante. Pensa que esse deve ser levado a sério, e tem de ser um processo criterioso. Pois, se não, haverá conseqüências graves.

Com seu histórico, sabe do sacrifício que a democracia demandou. Por isso, sempre fez questão de votar.

Uma das características de Luis, mesmo sendo semi-analfabeto, é a inteligência e a critica.

Porém, ultimamente, pelo menos na última eleição, seus critérios eleitorais foram um tanto quanto comprados. Os ideais democráticos de outrora, agora estão esquecidos. Pois não vivemos na juventude de Luis. E, infelizmente, agora seus motivos para votar se baseiam apenas na renovação do contrato de quarenta e cinco reais mensais feitos com o governo há oito anos.

Quarenta e cinco reais esses, que modificam pouco a realidade de qualquer um, mas que acorrentam eleitores. Que preferem não arriscar a perder esse “beneficio”.

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- Tá meio que em “aberto”, pois realmente não sou bom em conclusões.

- O texto tá meio curto, também. Não é o meu tipo preferido de texto, mas é um assunto que me interesso muito, por isso vou tentar melhorar.

- Em ano eleitoral, tinha que ter um texto sobre politica. E provavelmente vai ter mais. Essa é a minha primeira votação.

15 de mar. de 2010

As 5 etapas emocionais para se fazer um texto

texto cópia

Escrever um texto é extremamente difícil. Tento escrever de maneira razoável, em um tempo razoável. Talvez uma vez por semana. Mesmo com uma janela assim, é duro.

Como não tenho um dom divino, não posso fazer profissionalmente, então escrever virou mais um hobby. Foram sob duras penas que eu aprendi o básico. Mas mesmo assim eu ainda sofro com os transtornos psicológicos, provocados pela tentativa literária. Eles podem causar sérios danos cerebrais. Alguns exageram e chegam a compará-los com a morte.

Tais transtornos são divididos em etapas, com nomes auto-explicativos e numeradas na seqüência cronológica - conforme você vai avançando no desenvolvimento de suas palavras.

A 1º etapa é a de Negação: Suponhamos que você teve um insight genial quando viu seu gato mijando e pensou, por que não? Saiu correndo, todo entusiasmado, direto para o PC, e quando abre seu editor de texto, desiste da idéia. Acha que o assunto é fraco. Isso é completamente broxante.

Essa é parte mais difícil. Ter a paranóia que sua idéia de falar sobre os efeitos de explosões atômicas no núcleo de Marte, que veio numa hora inusitada, vire motivo de risadas. Assim seu texto ficar como uma piada eterna na internet. Acabar como um Entei.

É difícil, mas crie coragem. Sua idéia pode valer ouro. Ou não. Porem, sempre continue, não desista logo na primeira etapa.

A 2ª etapa é a Raiva: Você venceu uma força quase sobrenatural, que te empurrava para longe do PC. E mesmo assim, foi duro na queda, lutou com unhas e dentes. Entretanto, quando olha para o seu texto, digitado com tanto carinho, e enxerga uma coisa horrenda, não tem como, sobe um ódio no coração. O sangue vem nos olhos. Tanto esforço pra sair uma porcaria. Sem sentido. Tosco. Ridículo. E fora os erros de gramática.

É nessa hora que você xinga todos os professores de Português até a árvore genealógica de cada um chegar na sua família.

Vá tomar um ar.

A 3ª etapa é a Barganha: Após todo o espírito maligno que há em você estiver acalmado, chegou à hora de se convencer que seu texto é bom.

Seu orgulho é derrotado, você reconhece que é passível de erros, e pergunta para seus amigos, conhecidos ou pessoas totalmente estranhas se o seu texto está, no mínimo, em condições de lerem até o final. Pede ajuda para melhorar. E mesmo com as dicas, as chances de encontrar aceitação, e se convencer, são remotas. Na maioria das vezes, o caminho é a quarta etapa, amigo.

A 4ª etapa é a Depressão: Você lutou contra si mesmo, duas vezes. Gastou saliva e neurônios para convencer as pessoas. E no fim das contas, percebe que tudo foi em vão. Notou que não presta para esse tipo de coisa.

Agora você começa a chorar. Igual a um “emo”. Só que mais retardado. Essa parte de sua jornada textual você tem que vencer sozinho. Mas sem cortar os pulsos, por favor.

A 5ª e última etapa é a Aceitação: Depois de horas no consultório do psicólogo. E uma greve de fome rígida você decide postar o texto.

Finalmente aceita o texto como ele é. Mesmo tendo mais defeitos do que frases de acordo com as normas da língua padrão. Aprende que ver o produto final de tanto esforço não tem preço.

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E mesmo tendo passado por tantos desafios, olha para o céu, azul, sem nuvens e vê uma pomba liberando seus dejetos na mão de uma criança de seis anos. Motivado pela conquista do seu último texto, tem outra idéia genial. Escrever como você odeia o Steve Jobs e Bill Gates. E passa por tudo isso de novo.

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- Não sabe o que realmente são essas cinco etapas? Clique aqui.

9 de mar. de 2010

Bola “11”

Má sorte, vulgo zica. Neste caso vale generalizar: Todos têm dias ruins. Perde o ônibus por segundos e chega uma hora atrasado no trabalho. Sua filha resolve passar mal logo no dia de uma prova na faculdade. São exemplos, porém não são todos os dias, e logo passa. Comigo não. Fui zicado minha vida quase toda. Não são incidentes extraordinários de dar pena. São aqueles pequenos micos ridículos. E por isso, quase sempre viro a piada do dia. Mas que depois de um tempo acaba se perdendo na memória. Inclusive a “mandiga” esquece de ir pra outro no dia seguinte. E assim vai indo…
 
Cheguei todo molhado ao local combinado. Detesto chuva. E o pior, só começou quando eu desci do ônibus. Chato, mas não seria a último lapso de minha má sorte naquela noite.
 
Encontrei um amigo no caminho. E fui procurar outro. Achei no estabelecimento ao lado, estava comendo alguma coisa.
 
Tinham marcado quatro pessoas, e espero que você seja alfabetizado, faltava uma. Questão simples de matemática.  Após uma ligação descobrimos que ninguém o tinha convidado, e ele nem saíra de casa. Esperamos já jogando. No inicio da terceira partida, o cara apareceu. Esperou terminar e começamos o “jogo de verdade”.
 
Selecionamos as duplas de modo “aleatório” e começamos.
 
A primeira partida foi marcada por uma grande desatenção de meu companheiro. Prova de que estava sob efeito de álcool. Havia ingerido algumas várias doses depois que saiu da universidade e minutos antes da hora marcada para o jogo. Mesmo assim, nós estávamos com uma ligeira vantagem. E na última jogada, o chapado faz uma burrada e dá a vitória para seus adversários.
 
A segunda não teve chance. Fomos esmagados. A sorte da dupla adversária era imensa. E mesmo recuperado da cerveja, houve uma série de erros. Muitos erros. Desde pequenos e capazes de serem ignorados até enormes. E um que merece destaque, de tão especial recebeu um nome. “A Onze”. Motivo de risadas do nosso pequeno grupo de amigos. Infelizmente, foi eu que errei.
 
A terceira e última partida começou. A única chance de pelo menos fazer um ponto no placar. Não demorou muito e os erros já começaram. Dessa vez, dos dois lados. Após algum tempo de jogadas feias, cagadas, acertos e erros bobos, conseguimos uma leve vantagem. Porém, nos distraímos. O adversário virou o jogo. Agora possuía apenas uma bola em jogo. Ele quase conseguiu, deixou a bola-alvo apenas a um pequeno empurrão do buraco. Já era, eles ganharam mais outra. Principalmente porque era minha vez. Tinha que acertar duas seguidas. Coisa que meu time não tinha conseguido. Até aquele momento. Histórico, diga-se de passagem.
 
Olhei para o Bola branca. Mirei na laranja, número cinco. E num golpe só, a bola laranja bateu na mesa e acertou o buraco, no meio da mesa. Felicidade e espanto de uma vez. Irônico, quase poético. Mas o jogo não estava ganho. Mirei e empurrei a bola branca  que acertou o objetivo. Com uma estranha precisão, concordo. E assim, marquei pelo menos um tento para o nosso azarado time.
 
Mesmo perdendo a partida, essa última jogada deve ser lembrada, registrada e romantizada. Não como uma clara manifestação de habilidade com tacos e bolas, mas sim como uma rara ocasião que minha falta de sorte não estava presente.

13 de fev. de 2010

Um texto mimimi em pleno carnaval.

Eu quero mudar o mundo. É o pensamento de muitos, inclusive o meu. E para isto, pessoas se jogam no mar, abraçam golfinhos e gritam: “Se ele morrblaeakssopaisdaekanto.” Outras simplesmente plantam árvores. Eu não. Sou mais sedentário, prefiro salvar o mundo da minha maneira.Se possível, começar uma revolução da minha cama. Mesmo com tanta preguiça, acordei de verdade. Devia ser quase 15:00 hrs, mas acordei. Percebi um mundo hipócrita e corrupto. 

Foi daí que comecei a falar o que eu penso. Sabe, até aquela frase inconveniente, que muitos hesitam em falar, eu digo na lata, sem pensar ou omitir. A verdade nua e crua. Bom, já salvei pessoas de micos um tanto quanto comprometedores. Claro, com comentários educados de minha percepção naquela hora. Como por exemplo; “Queporraéessa?”. Clássica. 

Todavia, minha área mesmo é destruir com a vida das pessoas. “Ele sente prazer em magoar e desrespeitar a opinião individual”: É o que dizem as más línguas. Pessoalmente, não vejo isso como um defeito, apenas sou transparente, sincero. Todo mundo pede isso, falam que seria bom para a humanidade. Mas quando acontece, é má educação. Pura mentira. Vá tentar entender as pessoas, você se fode. 

Devido à minha habilidade peculiar, não tenho uma rede social ampla. Por seleção. Minha, e muito mais deles. 

Mesmo com tanto blá, blá, blá estou aqui não para falar de alguma proeza que verdades mal educadas me rederam, como os inúmeros micos e constrangimentos alheios. Não. Vim contar uma história de quando faltou a maldita verdade. 

Numa terça-feira, que começou às 5 da matina, sente o drama. E teve um final clichê. Chato. Mas não vou negar que não gosto. Sou um cara idealista. Acredito no socialismo. E, talvez, devido à alta exposição de música sertaneja em seus ouvidos quando era criança, me tornei um romântico. Resumindo, um perdedor nato. E um puta egocêntrico, não consigo terminar o texto sem começar a falar de mim. Puta merda. 

Voltemos àquela terça-maldita. 

Era um dia nublado. Chato, de novo. Porém quando eu menos esperava, olha que situação, girando a roleta do ônibus, meo. Vi uma garota. Não era uma Brastemp. Mas que me fez sentir como uma criança mimada que não ganha seu achocolatado junto com pão com mortadela. Estava perdido. Ela destruiu minha barreira invisível. Eu tinha construído para me proteger de contatos sociais. Minha principal arma; a verdade e toda aquela construção moral de dizer somente o que eu penso, desapareceu. O mundo parou. E que por mais mágico que fosse, não tocou uma música bonitinha nesse momento (mas eu poderia cantar Singing in the Rain quando saí do ônibus. ¬¬ ). Não mesmo. Só a pessoa que estava tentando passar pedindo licença para passar. Fiquei estático. Igual a um bobo. Olhando para algo que eu não sei o que era até hoje. Mas que naquele momento era o a coisa mais importante do mundo. 

Quando voltei à realidade, sentei-me ao seu lado. E se tivesse um rabo, estaria entre as pernas, pode apostar. Passaram os eternos 5 minutos até a garota levantar e sair do ônibus. Segui com os olhos até a perder de vista. E ela foi, seguiu seu caminho sem ver meus abraços, meus sorrisos ou minhas rimas de amor.

Azar o dela. Quem perdeu foi ela. Eu não queria mesmo.

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- Preciso dizer que é um texto fictício?

29 de jan. de 2010

A magia (tragédia) do começo

Ele estava indo para o trabalho. Um emprego num jornal local que não o satisfaz pessoalmente, nem financeiramente, mas que o mantém durante há algum tempo. Com passos largos e calmos acompanha a multidão. Quando direciona seu olhar para frente, entre uma pessoa e outra, ele avista uma garota, exatamente na sua direção.

Ela, uma imigrante. Não estava indo ao trabalho, pois exerce uma função no mercado informal. Talvez estivesse somente a passeio aquela hora da manhã, mas o fato importante é que ela também o vê.

De repente, as luzes, que estavam vermelhas, se apagam. Depois ficam verdes, e como conseqüência os carros retornam a movimentar. As pessoas param instintivamente, e formam-se aglomerações de lados apostos.

Ela, desatenta, continuou seu caminho. Foi atropelada por um carro que seguia os comandos luminosos. O jornalista, preocupado, corre. Socorre a garota que segundos atrás havia trocado olhares. Foi o primeiro a tentar salvar a moça, que com um “Oi, estranho” estabelece uma conexão forte com o rapaz.

Nesse cruzamento, num dia qualquer, ao som de “Blower's Daughter” começa essa história especial, que pode ser contada por qualquer um.

8 de jan. de 2010

Mentirinhas

Mentiras são terríveis e não são legais, entretanto, todos já contaram uma, mesmo que em pequenos eufemismos, ou tentativas de engrandecer coisas não-tão-grandes, se é que me entendem.

29 de dez. de 2009

Novela


Num de seus passeios solitários por um fabuloso zoológico chamado Orkut, Odnanref encontrou uma estrangeira, de não tão longe assim. Foi logo conversando com a garota, que, de cara, se interessou pelo rapaz. Foram algumas horas de conversa, que lhe rendeu o MSN e endereço de sua nova paixonite.

Todo dia, apesar de sua vida corrida naqueles tempos, ele reservara alguns minutos para uma conversa, mesmo que discreta, com Adnama. E entre idas e vindas em seu perfil online, esperando-a ficar disponível para conversa, o garoto, no álbum mais precisamente, encontrou uma foto de alguém conhecido, Olirum, seu irmão. Nosso amigo ficou cego de ciúmes e acusou seu irmão de alta traição. Discutiu seriamente com Olirum e no auge de sua fúria pegou suas coisas e fugiu, e tudo apenas por causa de uma foto.

Apesar do ato irracional, Odnanref era inteligente e tinha um plano, pretendia se declarar para Adnama ao som de “At Last”. Olirum não vai demorar para viajar e esclarecer todo mal entendido e resgatar o elo perdido.


Nomes estranhos para uma nação ocidental e uma história não muito bem contada, nem sei se alguém tem a capacidade de gostar disso, mas o que vale é postar. E não sei se vai ter outro post sobre o assunto, pode ser que sim, pode ser que não, é uma questão pontual.